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08 novembro 2010

Petropolis @riodejaneiro

Oi, pessoas! Tudo bem? espero que sim. No post passado eu falei um pouco sobre minha viagem ao Rio e mostrei alguns lugares bacanas que eu visitei na capital. Agora chegou a vez de Petropolis! Petropolis é uma cidade serrana que fica a 68 km da capital carioca. Devido à altitude, o clima, em algumas épocas do ano, chega a ser bem frio, mas graças a Buda, quando fomos, não estava tão ruim. A paisagem na estrada também é digna de elogios! A gente acaba esquecendo que está no Rio de Janeiro, conhecido pelo calor e pelas praias. Antes de chegar, paramos em uma lojinha que ficava na estrada, e como estávamos em uma van de excursão com mais alguns passageiros, a maioria quis aproveitar para comprar um lanchinho ou ir ao banheiro. Por sorte, a lojinha tinha um lugar, nos fundos, muito bonito e na beira do enorme abismo que tinha entre as serras! Além de tirar fotos lindas, tanto da paisagem quanto minhas e da minha mãe e irmã, foi a primeira oportunidade que tivemos de conversar com as outras pessoas da excursão. A maioria falava português, com exceção de um casal alemão e um rapaz canadense. Foi nessa hora que o câmeraman da viagem entrou em ação! Era um rapaz que estava filmando todo o passeio, e fez questão de filmar eu, minha mãe e irmã um montão de vezes!

Eu, mamãe e irmã
Vista que tivemos nos fundos da lojinha


Prosseguindo viagem, paramos em frente a um ENORME hotel, que antes funcionava como um cassino, muito, mas muito lindo mesmo. Tinha um lago na frente que, por curiosidade, tinha as margens na forma do contorno do mapa do Brasil. O câmeraman pediu que a gente se apresentasse para a câmera e mandasse um alô para quem estivesse vendo. Eu, claro, mandei um beijo pro Mu, meu gatinho, estava morrendo de saudade dele!
Antes cassino, agora hotel

Eu e minha irmã, na frente da construção


Em seguida, passando pela avenida principal de Petropolis, que era muito movimentada devido ao comércio, fomos visitar a Fábrica de Chocolates da cidade. Era uma loja relativamente pequena, se comparada à de Gramado (ou era canela?) do Rio Grande do Sul, mas era bem bonitinha e aconchegante. Detalhe que meu cinto estava torto e eu ficava arrumando-o o tempo inteiro! O câmeraman deve ter filmado isso umas trocentas vezes. A gente comprou bastante chocolate, principalmente minha irmã e mãe, que gostam muito mais do que eu. O que eu comprei foi só para dar de presente para alguns amigos.

A fábrica (na foto, o sueco da excursão)

Balcão


A nossa próxima, e principal, parada foi no Museu Imperial. Ele era enorme! Muito arborizado na parte de dentro também. O museu, que antes era a casa de Dom Pedro II, era a residência preferida do imperador. Ali, ele passava horas com sua família. Atualmente, o museu dispõe de muitos objetos reais, desde cetros, coroas, roupagens, móveis até a pena de ouro com a qual foi assinada a Lei Áurea pela princesa Isabel. Foi uma pena não poder tirar fotos da parte interna, os organizadores do museu não permitiam, então só conseguimos fotografar um cômodo que não ficava exatamente dentro do museu, mas fora. Era a parte onde ficavam as carruagens. O engraçado é que lá no museu estava tendo uma excursão escolar, então vários alunos de diversas escolas estavam perambulando pelo lugar. Como eu não tenho esteriótipo de brasileira (sou baixinha, quase albina, ruiva e magrela), muitos acabaram me confundindo com uma estrangeira. Uma menina, por exemplo, cochichava com a outra sobre ter dúvidas se eu falava português (e eu fazendo cara de quem não estava entendendo) e ao me perguntar, eu respondi "Si, pero no mucho". Já que me achavam estrangeira, resolvi brincar e me fazer de uma! Americana não porque meu inglês não é bom, então paguei de espanhola. Depois o câmeraman ficou me zoando.

Entrada do museu

Carruagens

Eu, mamãe e irmã com a família real


Depois do museu fomos almoçar num restaurante pequeno e simpático à algumas ruas. O lugar era muito bonitinho e aconchegante! Comemos até nos saciarmos e depois subimos alguns metros e chegamos à casa do Santos Dumont, onde demos uma parada pra visitar e conversar. Minha mãe e irmã subiram para a visitação, mas eu fiquei lá embaixo conversando com a guia e os estrangeiros. Havia um Sueco (o da foto lá em cima, na Fábrica) conosco na van, mas ele falava português e ajudava a guia a traduzir a conversa toda para os alemães e o canadense. Eles falaram, em um ponto da conversa, sobre o livro 1822, recentemente lançado, que conta a história do Brasil sob outra perspectiva. Muito bom, recomendo.


Entrada do restaurante

Guia explicando coisas para os estrangeiros

Casa do Santos Dumont (câmeraman de amarelo)


Por fim, visitamos a Catedral, construída em estilo gótico, e o Palácio de Cristal, presente dado à princesa Isabel pelo Conde D'eu. Ambos eram muito lindos e ainda guardavam elementos originais em sua composição (menos o próprio cristal, que ele foi destruído por uma chuva de granizo que se deu na época).


Entrada da Catedral

Palácio de Cristal (e meu cabelão vermelho)


O passeio, infelizmente, acabou por aí. Para compensar, compramos o dvd com as filmagens da viagem e agora podemos ver sempre que quisermos! Um lugar lindo, com certeza, e que vale a pena se conhecer. É muito engraçado a sensação de saber que você está com frio ali, mas quando descer alguns quilômetros vai estar no sol de 40º graus do Rio de Janeiro. Essa dinâmica no clima é bem cômica!

E aí, o que acharam? Alguém já visitou Petropolis? E quem não visitou, o que achou, pelo que eu mostrei?

Kiss!

04 novembro 2010

Cristo, Pão-de-açúcar e Maracanã! @riodejaneiro

Semana passada eu estive no Rio de Janeiro. Com essa viagem, já são três lugares maravilhosos do Brasil que eu tive a oportunidade de conhecer. Cada um tem uma característica própria, algo que o diferencia dos outros. A capital paulista é uma cidade movimentada, onde tudo acontece, o tipo de lugar para quem gosta de uma vida agitada; repleta de prédios e empresas. Porto Alegre, por outro lado, é mais calma, tranqüila, com uma arquitetura mais clássica e antiga, onde você, em alguns momentos, sente como se estivesse em outro país. As duas me fascinaram de maneira diferente! Quando eu cheguei no Rio me senti mais "em casa". O clima é parecido com o da minha cidade, ao qual já estou habituada, e os dois têm muitas coisas em comum. Praia, por exemplo, é uma delas. Não é daquele tipo de lugar que você tem que fazer uma viagem pra chegar à praia, não, ela fica logo ali! Aqui é assim. As ruas são bastante parecidas também, tanto que me peguei muitas vezes no impulso de sair por aí sem rumo. Também há diferenças bem grotescas entre Fortaleza e o Rio, como, por exemplo, a arborização. O Rio é muito arborizado! Até as ruas mais estreitas são repletas de árvores e tem grama na parte frontal da maioria das casas. Querendo ou não, isso ameniza bastante o clima, acho que se aqui também fosse assim a sensação de calor diminuiria bastante. São essas e outras coisas que me fizeram amar o Rio e sentir falta dele quando voltei para casa. Durante os próximos dias estarei escrevendo pequenos artigos como esse numa série que chamarei de @riodejaneiro, onde falarei e mostrarei os lugares do Rio que eu visitei. Nessas primeiras postagens vou falar um pouco sobre a capital e os momentos que passei nela.

A começar pelo hotel! Não era lá um daqueles de cinco estrelas (aliás, eu não gosto muito de hospedagens luxuosas, me dá a impressão de que eu estou gastando dinheiro à toa), mas era bem bonito. Era aconchegante, simples, porém requintado. A princípio ficamos no segundo andar, mas depois tivemos de mudar para o sétimo por conta de um problema no ar condicionado. Da nossa janela dava para ver uma boa parte da Av. Nossa Senhora de Copacabana (que é gigantesca!) e até a praia, que ficava a apenas um quarteirão do hotel.

Av. Nossa Senhora de Copacabana, vista da janela.

Recepção do hotel.

Barzinho nos fundos do hotel.

No primeiro dia não fizemos muita coisa. Cheguei tão cansada e dolorida por causa do avião que preferi ficar no hotel e descansar. Como caiu uma chuvinha à noite, ficamos por ali mesmo. No segundo dia, minha mãe arranjou um tour para nós. A guia era super simpática (pena não termos tirado uma foto, né, Fátima?) e tinha um bocado de gente legal na Van (duas colombianas, uma equatoriana e um casal, onde a mulher era do Maranhão e o marido da Suíça, creio eu). Primeiro nós fomos no Cristo Redentor, uma das principais, senão a maior, atração do Rio. Como tinha chovido no dia anterior, quando subimos, tinha um bocado de neblina ao redor da estátua, o que nos impediu de vê-la completamente. E tinha um montão de gente lá! Japoneses, espanhóis, americanos... nunca vi tanto estrangeiro junto.

Cristo parcialmente coberto pela neblina.

Subida íngreme até o Cristo.

Depois do Cristo nós demos uma passada no Maracanã. Não pudemos entrar, pois o estádio está em reforma para a próxima Copa, mas fomos à calçada da fama e vimos as marcas de pés de vários jogadores. As que mais me atraíram foram as da Marta, jogadora da seleção feminina, sou super fã dela! Talvez por ela ser mulher e ter conquistado tanto respaldo quanto os jogadores masculinos e quebrado um tabu (embora outras mulheres tivessem quebrado também) de que as mulheres não podem jogar futebol.

Entrada.

Meus pés nas marcas da Marta.

Também demos uma volta lá no Sambódramo! Aquele lugar onde as escolas de samba desfilam para competir. É enorme e a gente ainda pôde pegar algumas daquelas fantasias gigantes e pesadas pra tirar uma fotos. Minha mãe foi a que mais se empolgou.

Juliana, eu e mamãe ao lado das fantasias.

Parte externa do Sambódramo.

A catedral do Rio é hiper linda, e a forma dela é meio exótica: piramidal. Na verdade, por não ter uma ponta lá em cima, ela fica sendo um cone. Mas é enorme! Dentro, tem um altar bem chamativo e algumas das paredes que levam ao teto são coloridas e bonitas! Eu cheguei até a alimentar uns pombos que tinha na calçada da frente, foi demais.

Catedral vista de fora.

Altar.

Depois da catedral nós demos um intervalo e fomos almoçar num pequeno restaurante bem perto do nosso hotel, para depois retomarmos as forças e voltar ao passeio. Na segunda parte nós fomos ao bondinho do Pão-de-açúcar (que nos tomou o resto da tarde), e foi MUITO irado! A princípio eu fiquei com medo, principalmente depois que eu vi a altura daquilo, mas depois que eu vi que era seguro fui me acalmando. Foi nesse momento que fizemos amizade com as colombianas (que até o presente momento só tinham trocado olhares comigo). Eu me virava no espanhol e minha mãe e irmã falavam português mesmo, e elas acabavam entendendo. Conversamos sobre muitas coisas enquanto subíamos o bondinho, e eu as ouvia falar sobre a ida até a Argentina e do quanto os homens de lá são bonitos. Vai saber, né? Quando chegamos no primeiro monte vimos um macaquinho super fofo! Eu fiquei louca por ele e até tirei umas fotos. Demorou um tempo pra ele olhar pra câmera, mas consegui o ângulo. Lá de cima do segundo monte a gente viu o Rio inteiro, não com total nitidez por causa da neblina, mas a vista não deixava de ser linda. Fazia um frio danado lá em cima, nossa! E estava com tanta névoa que a gente se sentia como naqueles filmes de terror em que o personagem está cercado de fumaça e não é capaz de imaginar de onde o assassino vai sair. Ou então no céu. A aparência do lugar ficou super exótica...

Entrada do bondinho.
Neblina tomando conta.

Macaquinho fofo que vimos no topo do monte.

Super neblina!

Eu adorei cada lugar, são muito lindos mesmo! Visitei muitos outros, mas isso será tema para as próximas postagens. E vocês? Já visitaram o Rio? O que acharam?

Kiss! =*

10 outubro 2010

Livraria Cultura.

Sábado (anteontem, porque já passa da meia-noite) eu fui com a minha mãe lá na Livraria Cultura. Chegou aqui em Fortaleza há pouco tempo, ela é de São Paulo, mas eu já me apaixonei completamente! É super ultra mega enorme, e linda. Tem tudo o que você imaginar em se falando de CD's, DVD's e livros, e quando não tem na loja você pode fazer um pedido e chega tudo rapidinho. Livrarias são ambientes onde eu me sinto muito bem. Enquanto algumas pessoas acham sacais e chatos, eu posso passar um dia inteiro ali e nem perceber a hora passar. Desde que a Cultura chegou aqui eu a tenho visitado pelo menos uma vez por semana, mesmo que eu nem compre nada, só para ir lá mesmo. É um programa que eu não me canso de praticar, e eu adoro ir com a minha mãe porque a gente passa a tarde inteira batendo papos inteligentes sobre tudo, desde política à filosofia. Conheci uma guria que trabalha lá que tem um gosto musical e literário muito parecido com o meu, então eu sempre faço questão de cumprimentá-la sempre que passo por lá (né, Ana?). Olha só como ela é linda...




Mamãe e eu

Além dessa chiqueza toda, ainda tem uma cafeteria morta de linda pra incrementar. O capuccino de lá é um dos melhores que eu provei, hmmmmm! A comida lá é meio "restaurante de luxo", porque é muito cara e vem quase nada, então eu aconselho só tomar o café mesmo, haha.

Kiss. =*